Na avenida o ronco dos automóveis
Turvava as nuvens eGotejava
Podridão.
Então a angustia se calou, secreta
Lá no lago do peito onde emergiu
A noite inquieta que me possuiu
Senti o peso dos meus pés
Presos ao pó do meu pavor.
Que o diga o homem de açúcar
Que se esfarelou no teto.
Como esse triste vapor azulado
Que paira luminoso sobre nós,
A vida é só uma sombra móvel.
Os urubus sonham com auroras
(Róseas)
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