sábado, 25 de novembro de 2017

Suturas

 Uma sobriedade suturada ao lábio
Costurou os dias como uma agulha ensanguentada.
Para além disso eu ri,
Entorpecido e ululante a flutuar sobre as nuvens de óleo no céu de plástico.
Para além disso eu senti
Senti na pele o incendiar dos mundos
E sangrei na carne cada efêmero
Que se
Fez
Sublime.
Os navios de aço tilintante pelos entardeceres em
Verso.
Os versos da prosa de um dia depois do outro
Fizeram-se coloridos e por um instante cálido
Eu
Quis ser a vida em todos os seus âmbitos e azuis.
Quiçá leve como chumbo
Ou nem sei,
Para entardecer faz-se necessário
Primeiramente morrer um dia embriagado
Ou viver sendo cálido a lagrima suturada ao céu
Pelo fio do verbo
Errante...

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