você
vista de perto,
cachos pintados de preto
sobre a pele branca-azulada.
sem camisa.
deitada na cama.
e o silencio recobria seus olhos aquela noite.
o quarto.
e se fosse apenas o quarto estaria tudo bem.
mas o vento não tem nome. nem jeito.
nem solução.
os pulsos cortados das paredes.
as serpentes são o preço de se manter os
relógios funcionando.
o péssimo aqui.
e eu
empurrando o céu para longe
(da fragilidade dos quartos que tentamos
tristemente construir)
terça-feira, 13 de março de 2018
quinta-feira, 1 de março de 2018
Fazer
Por não saber sentir
Eu quis fazer.
Fazer, pois para mim a vivacidade
nunca foi uma escolha.
Eu não queria mais me machucar.
Então eu caminhei,
Perplexo a seguir passos de chuva,
golpes de som ao meu redor.
E cansado, atirei o frasco de remédio ao rio,
vidro preso entre as rochas oleosas,
água fluida a sorver o liquido dentro,
ar enluarado e pegajoso em volta.
Então eu continuei, sóbrio,
Olhos cintilantes a faiscar e zunir através da noite.
Dentro de mim viagens.
Apenas falei palavras melodiosas,
Tarde, ao voltar da festa.
(E as donzelas nadavam através das lagrimas)
Eu quis fazer.
Fazer, pois para mim a vivacidade
nunca foi uma escolha.
Eu não queria mais me machucar.
Então eu caminhei,
Perplexo a seguir passos de chuva,
golpes de som ao meu redor.
E cansado, atirei o frasco de remédio ao rio,
vidro preso entre as rochas oleosas,
água fluida a sorver o liquido dentro,
ar enluarado e pegajoso em volta.
Então eu continuei, sóbrio,
Olhos cintilantes a faiscar e zunir através da noite.
Dentro de mim viagens.
Apenas falei palavras melodiosas,
Tarde, ao voltar da festa.
(E as donzelas nadavam através das lagrimas)
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