você
vista de perto,
cachos pintados de preto
sobre a pele branca-azulada.
sem camisa.
deitada na cama.
e o silencio recobria seus olhos aquela noite.
o quarto.
e se fosse apenas o quarto estaria tudo bem.
mas o vento não tem nome. nem jeito.
nem solução.
os pulsos cortados das paredes.
as serpentes são o preço de se manter os
relógios funcionando.
o péssimo aqui.
e eu
empurrando o céu para longe
(da fragilidade dos quartos que tentamos
tristemente construir)
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