sábado, 25 de novembro de 2017

Epílogo (prólogo)

Acorda e olha a luz azul pela janela
         do quarto ou do ônibus
A vida na pele
Cai o mito.
riverun por todas as margens da palavra
         o rio humano,
É preciso estar vivo para continuar a
         escrever a história.

Odisseu, tu que deita agora em minha
         frente, tu que a muito vislumbro
         sem a coragem de ver, que aparece
         sempre decaído, morto, cortado,
         teu cadáver finalmente aparece para
         mim nu, teu agigantado corpo
         mutilado pelo tempo, gigante de
         sangue e palavra, eu preciso
         comer a sua carne.

Então engoli tendão, músculo, verbo,
         sentimento e enigma.
Comi a sua carne Odisseu, e fui
         fecundado com a sua palavra,
Segue o mito.

(Finn again awake)

Vida na pele,
riverun por todas as margens do mundo
       o meu rio, apesar dos solavancos,
É preciso estar vivo para continuar a escrever a história


                                 
                           (Algum dia eu vou pegar a vida pelos braços
                                                              e coloca-la no meu livro)

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