sábado, 25 de novembro de 2017

Frei Galvão

Queria que agua ainda refluísse pelas
            Minhas orelhas.
Se pudesse penduraria cidades coloridas
            Nas suas paredes, para elas brilharem
            Por horas efêmeras nas suas paredes
            Minhas cidades coloridas nas suas
            Paredes.
Zocchio pegou uma cerveja matinal.
Chegamos ontem a noite após horas de
            Ansiedade em um ônibus com direito
            A se umedecer de desolação e parar
            Para fumar um baseado no posto de
            Gasolina.
Com as horas a fumaça refluía pela casa
             De forma azulada.
Você voou para longe de forma azulada...
Os nervos se condensam no vácuo
Coagulando palavras.
Nuvens como pétalas no céu

Olhando as fotos todos nós parecíamos felizes.

Nenhum teto
Protege o navegante ao mar entregue

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Os eventos se sucediam em uma névoa densa
Tentando em vão beber o liquido da luz.
Nenhum céu nunca me consola.
Acho que vou aos poucos deslizando para fora...
Escorrendo pelas cidades coloridas, elas se foram.
Passamos o entardecer em uma guerra de laranjas alucinada,
         Correndo pelo pomar e sorrindo; eu, Tom, Theo e Diogo
         Contra Zocchio, Bento e João Justo, malucos correndo
         Em uma guerra de laranjas alucinada.
Poderíamos simplesmente desistir de tudo e ir fazer uma eterna
          Guerra de laranjas alucinada na lua.
Arvores de metal diluindo o sol
Você realmente foi embora?
A casa gigantesca engolia nossos balbucios e nossa fumaça
Maluco esse banheiro colorido, eu poderia ficar aqui trancado enlouquecendo
            Ouvindo Lou Reed para sempre

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PASTO                   AZUL
VERDE                       SOL


CERCA                ESTRADA
NUVEM                      BOI

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The blue sky above us
The yellow house under the sun.
Love is gone
Dream is wrong
And no one have time for our idiosyncratic aesthetic ideals

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Uma rosa suspensa
Sob dedilhados de violão
No quintal atras da cozinha.
Janelas verdes na casa colonial amarela.
O céu sem nuvens
Estupidamente azul de
Uma tristeza enlouquecida.
Esmalte vermelho
Recobrindo a superfície
Da nossa beleza.
Sonolento dia se transcorre
No interior paulista.
Esmalte vermelho escorre
Dos meus olhos de saudade:
Você
Uma rosa vermelha
Pintada de esmalte amarelo
Rodopiando através do céu.

Galinhas ciscam
Pelo pomar de laranjeiras

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