Talvez as coisas apenas estejam devagares,
na velocidade que lhes é intrínseca.
Talvez a revoada de pássaros não mais comova
meus ouvidos como antigamente.
As asas estão enterradas no asfalto.
Meus olhos hoje presos a cores sóbrias.
As coisas que acabam, boas ou más, sempre
deixam um vazio estranho.
Esperando ser levado para longe.
Ainda aqui.
De tantos que fui e não quero ser não sei quem sou.
Ainda aqui. Preso.
A engolir baldes de chuva pelos ouvidos.
(Engolindo baldes de chuva pelos ouvidos...)
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