se rasguei minha pele
ao caminhar entre as roseiras
a culpa não foi de ninguém.
se caí no buraco
de minha própria sombra
a culpa também não foi de ninguém.
aos poucos aprendemos a ignorar
o cheiro das crianças mutiladas
com olhos de jardim que cortamos
e escondemos embaixo da cama.
(voltamos a nós mesmos, destroçados)
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